Anarquizante em três drágeas..
- Carlos Wagner Coutinho Campos
- 24 de set. de 2025
- 1 min de leitura
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É só tomar e ficar esperando tudo sair do lugar
a senha, o padrão, a planilha, o gabarito
gabar-se disto é luxo
e não o Lux sabonete que não limpa
não dez infecta e nem "Dois" me ajuda nisso
dois me livre se isso me dói igual à seringa suja
que surja a qualquer momento então
assim espero, ásperas figuras
idiotas, fechadas em suas fachadas clichês
de band-eiras burras
globais sub-reptícias falsidades
de répteis de veneno jugular
asnos e bestas que se dedicam ao ridículo de gritarem suas sandices
disso fico sempre me arguindo: como pode?
E pode, pois serve para poderes apodrecer o ser
incauto, desavisado
mítico inocente ente
que vê cores no escuro muro de lamentações
lamúrias e choros de berros contidos no meu peito em frangalhos
Três drágeas, meio copo, meio corpo
meio dormindo meio fulo de tudo
meio fulano sicrano xingando tudo quanto é filé de pútridas puritanas sem o "ri"
sem hora para parar de ser senhor dos destituídos de si mesmos
Três drágeas
um copo
um sonho
um acordar
dar ciência de que a anarquia me seduz







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