Rubi e lótus
- Carlos Wagner Coutinho Campos
- 7 de dez. de 2025
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Rubi real
carbúnculo precioso
a emitir luz minuciosa
panaceia, desejo das Nações
pedra de toque ou de tropeço
preço e dádiva da vida
interesse oculto
Vêm dele
encruzilhadas confusas, profusas
escolhas, certezas tímidas
esperança e lágrimas
vem dele, impulso irresistível
vem dele, nao é, Gilberto?
o sonho de Adão
Ele, Rubi que vibra
e o coração acende
ilumina a gruta do Rei
onde reina o sonho da Rainha
a promessa, acolher a criança-deus indefesa, pura e frágil então
abrigada providencialmente no Egito
a fugir do mal medroso
Rubi
uma alavanca de Arquimedes
Um terremoto histórico adviria
pois a luz minuciosa seria incompreensivel
e ladrões a se apoderarem da imagem
desse bem misterioso, em poder
traçaram suas próprias sentenças
construíram castelos podres
prisões de alma e adoração
enfeitadas de mortalhas e lantejoulas
na ambição de governar os povos
e azedam o pão e fermentam ódios
instalam discórdias e pregam aos ventos
diabólicas farsas com cores suspeitas
Destarte, o rubi silente
emite anseio, inquieta o coração ouvinte
dispara o Amor e a panaceia
que se infiltram um a um
em prontos corações, meigos e mansos
despertam a consciência da experiência
e desencadeiam o grito de "basta"!!
Três seres unidos como um
partem do Egito, através da escuridão
onde a saga humana se desenrola
numa divina comédia
traçada em órbitas
dor, desespero e repetição
até que o Rubi quebre a maldição
iluminando a cabana velha
depois de mil moradores sujarem tudo
Nasce na sujeira o Lotus
e dele a transmutação







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