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Corda de aço

  • 19 de mai.
  • 1 min de leitura

Acordes duros

acordos aceitos, de tempos

respiração ante refluxos

fluem dentre as dobras dos tempos

dos sonhos, estranhos

inexos, inexoráveis

Veias pulsantes

antes e depois, imemoriais

ante sonantes brilhos

espectrais

Veios de sangue e sons

tempos perdidos

compassos longos, trazidos

amarrados

forte corda, som brilhante

Desperto!

acordes abertos

tonantes

feridas a dedos

cordas

unhas

ritmos cambiantes

compassos lentos, que atrasam a espera

lerdos tempos, cores, tons

semitons menores

tristes

No entanto,

tanto harmônicos

se ouvem

na corda Sol

noite a dentro

e manhã

o Sol invade a sala, sem dó

me acordo cansado

e no tempo certo, desperto

esperto

entre esvoaçantes esferas

que em Si se desdobram

no sorriso de Pitágoras, profético!

 
 
 

Comentários


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Olá, que bom ver você por aqui!

Carlos Wagner, escritor, professor

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