Ao Lô Borges (e também a Telo e Yé)
- Carlos Wagner Coutinho Campos
- 6 de dez. de 2025
- 1 min de leitura
Um menino,
Salomão
espreitou cedo seu amor e tarefa
sua vida inteira seria música
Seu propósito, ser música...
E foi música, de todos os modos
musica...
Ajustou tudo ao seu capricho
Ser feliz e cantar sem parar
Amar amigos, ressoar
Harmonizar pontes, estradas e esquinas
Mesmo nas dissonâncias
Descobrir "sonâncias" possiveis
Ligaduras, solfejos, estribilhos e coros
Eu o vi, sem que me notasse
não buscar ser importância em si
O vi arregimentar parcerias
Dar as mãos e andar junto
Fazer amigos e familias
O dom que brotava, ofertava
Pensou cedo a vida
Propor caminhos harmônicos
Ferir cordas e imaginar cantos
Canções, puramente brincar
Disse certa vez: fazer música é pescar
Vou e gosto de pescar
e solto meus peixes
Transformados em pássaros
Andorinhas, luas, ruas
prata e caçador, sonhos reais
Menino amado, sofrido
Que a vida não poupou dar
Aquilo que dá a todos, é assim!
E ele fez Canções, até o fim
Se realmente o fim
O fez parar seu canto
ao voar para o mar e tanto do todo
Duvido que tenha parado agora
Só porque nossos ouvidos não escutam
O menino, humilde e rei, Salomão
Faz soar salmos de sons e cores
Salmos que brilham à sua frente
como estrada
Onde a musica é o pavimento
E placas indicando
o alvo, a meta, o Amor, logo ali
Me sinto amigo, um velho amigo de Lô
Por amar e tentar tocar seus sons!







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