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A nobreza do santo roto
- Carlos Wagner Coutinho Campos
- 22 de set. de 2025
- 1 min de leitura

O sol invade a fresta aberta
mostra, desmascara
e diz do tempo que nos resta
que traça da vida uma linha
festa ou honesta lamúria
presta ouvir baixinho
murmúrios nada tímidos
atesta e prevê a hora
De fora, se espanta perplexo
em atenta escuta, orelha grudada encostada na porta de fina lâmina
madeira leve e fraca, compensada
anti neutralidade
paredes ralas
e roubando o enredo da cena curta
o larápio, sem escrúpulo
agora sabe segredos
de si, dos outros e de todos
enfeixados, sem defesa, sem enfeites
feixes presos em sistema
looping maldito de vozes
sussurrado e roubado
espalhado e aninhando em corações fofoqueiros!
Ai de Mim, "tão nobre"!
Carlos Wagner






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