às Mulheres
- Carlos Wagner Coutinho Campos
- 5 de jul. de 2008
- 1 min de leitura
De repente uma homenagem….Carlos Wagner – Abril de 2008
Tive de repente uma súbita visão, Olhei e vi minha mãe, Olhei de novo e vi minha filha, Tornei a olhar e vi uma vizinha.
Encabulado, esfreguei os olhos. Com olhos fechados, ouvi vozes. Ouvi minha mulher, Quis olhar, Ouvi minha avó, Sem entender, ouvi uma antiga professora. Fiquei perplexo a pensar, Minha memória avivou-se, Pessoas importantes foram sendo lembradas.. Uma tia, uma amiga, Uma mendiga que ontem me sorriu E me ensinou um olhar. Surgiu também o rosto e o corpo de uma mulher num anúncio de cerveja, Também uma mãe e vários filhos, com rosto contrito a pedir dignidade.
Abri os olhos, corri para o espelho, Pude ver um mosaico a me circundar, Giravam imagens, percebi muitas mulheres, Vi uma creche, vi uma maternidade, Vi fábricas onde muitas mulheres teciam ao mesmo tempo em que eu as via amamentando, Costuravam, urdiam planos e gerações.
Meu coração esquentou, surgiram percepções, Abriu-se em mim um grande amplexo, Quis abraçar o mundo, muitas pessoas, Quis acolher muitos filhos e filhas, Entendi que as mulheres aconchegam Acolhem, cuidam, amam, Engendram seres humanos. As vi gerando a humanidade (essa mulher maior) Compreendi que ela preserva as gerações. Quis saber então por que nos chamamos “Homens”? Talvez a arrogância masculina manipule e forje um Deus homem, Masculina cultura. Então, reforçado em mim mesmo, Ansiei por um equilíbrio real de gêneros. Vislumbrei um ente humano mais feliz
Carlos Wagner





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