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Povos índios, famílias indígenas

  • Foto do escritor: Carlos Wagner Coutinho Campos
    Carlos Wagner Coutinho Campos
  • 22 de jun. de 2025
  • 2 min de leitura

Insensata guerra absurda

empurra pra morte e o extermínio

povos pacíficos e indefesos.

ante pacata multidão surda.


Uma dor insistente me comove

move os sentidos, cortinas dos olhos remove.


Alguém racional, isento e frio, diria:

"Aqui não há Justiça entre nós humanos, só Deus justo seria!

Não espere melhoria.”


Mas e nós, cada um de nós,

sofremos e ficamos sem dor?

aceitamos a dor,

seja de dente,

seja de luto

Seja qual for?


Quem não busca lenitivo,

ou mesmo Justiça quando o caso for?


Ah, meu coração chora,

olho em volta e vejo

e não me entorpeço,

percebo as dores

os pequenos, os fracos e os agredidos,

e em mim fico alerta,

e não adormeço.


E mesmo que eu, por movimento voluntário,

tampe meus olhos e fuja de ver

a maldade, o injusto destino

desses povos de poder despidos,

gemas cristalinas de mim e de todos,

expande no peito um grito,

aflito anseio pela proteção desses irmãos,

e sei que há outros tantos que sofrem

e que são também mortos sem proteção.


Não creio em céu no chão que piso

nem no inferno viver eu viso.

Apazigua minha consciência

a solidariedade

a compaixão

o amor humano a todo ser.


Meu desejo crédulo, inocentemente nascido

advoga por eles, povos originários,

acena e implora

que muitos entendam sua pureza,

sua cultura, sua vida

seus deuses e ritos,

sua natureza e sua lida.


No meu canto e na minha prece,

agindo na vida como posso,

vejo nascer compreensão

e iluminada visão aparece.

Somos todos parte e multidão.


Buscando até o possível

ser correto e coerente,

escrevo no coração e leio na mente,

uma carta pedido e promessa,

e assim avaliso,

e de mãos juntas ao Alto,

súplica surda minha alma arremessa,

deseja ser justa, deseja justiça,

precede o merecer, deve, por certo.


Abro humilde o caminho inóspito,

pois sou índio, sou indígena, guerreiro,

sou mistura de todos os povos,

sou a única humanidade.

Sou ombro que pode ser sólido,

que pode ser amparo e unidade,

feito de amor, solidário e fraternidade.

Comentários


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Olá, que bom ver você por aqui!

Carlos Wagner, escritor, professor

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