top of page

post title

  • Foto do escritor: Carlos Wagner Coutinho Campos
    Carlos Wagner Coutinho Campos
  • 20 de mar. de 2015
  • 2 min de leitura

Enviado por Paulo F.

. Hannah Arendt, o perdão e Israel

 O autor fala de Israel, mas a máxima poderia bem ser aplicada ao Brasil. Do Diário de Notícias de Lisboa Vingança ou perdão por Viriato Soromenho Marques Foram precisos dois milénios para que a categoria cristã de perdão fosse transportada da teologia para a política. O autor da proeza foi uma mulher, a filósofa judia Hannah Arendt. Ela explicou na sua obra magistral, A Condição Humana (1958), que o perdão é um remédio para a “irreversibilidade”. Na ação os seres humanos produzem, mesmo sem o desejarem, resultados que podem ser terríveis para os outros, desencadeando uma dinâmica de ódio, previsível como uma lei natural ou um relógio suíço. A vingança prende vítimas e ofensores, cada um trocando de posições em cada etapa de retaliação, a um ajuste de contas infinitamente sangrento. As eleições em Israel podem ser sempre medidas por este balancear entre a vingança, que prende ao passado, e a remota possibilidade do perdão. A história de Israel e dos palestinianos tem sido a da previsibilidade da vingança. A mãe e seu filho, vítimas colaterais de um drone israelita contra Gaza. Jovens estudantes israelitas despedaçados por um bombista suicida numa paragem de autocarro em Haifa…O perdão em política, regressando a Arendt, significa desfazer as grilhetas do ódio, libertando “tanto aquele que perdoa como aquele que é perdoado” para a possibilidade de criar um futuro. O Likud e Benjamin Netanyahu, mergulhados num discurso de hostilidade racial, representam o prolongar da rotina da vingança, até uma qualquer implosão sem regresso. Do outro lado, a União Sionista, liderada pelo trabalhista Isaac Herzog, e a Lista Conjunta das quatro formações de árabes israelitas, representam a possibilidade de um diálogo novo dentro do próprio Knesset. Separando, como queria Theodor Herzl, a identidade cívica da religiosa, defendendo um Estado de Israel aberto a todas as crenças e origens nacionais, sem pulsão teocrática ou militarista. Talvez, começar por dentro uma rota para a paz.

Posts recentes

Ver tudo
Você recebeu um vídeo do YouTube!

<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=fCP2-Bfhy04&#038;sns=em" rel="nofollow">http://www.youtube.com/watch?v=fCP2-Bfhy04&#038;sns=em</a> Enviado via iPad</p>

 
 
 

Comentários


IMG-20221127-WA0020_edited.jpg

Olá, que bom ver você por aqui!

Carlos Wagner, escritor, professor

Vamos conversar?

Obrigado pelo envio!

Carlos Wagner - Belo Horizonte, Minas Gerais © 2025 

bottom of page