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- Carlos Wagner Coutinho Campos
- 16 de jul. de 2012
- 2 min de leitura

Rabindranath Tagore46 – do “Gitanja `Li”coleção RubáyátNão sei de que distantes tempos estásempre vindo, cada vez mais perto,ao meu encontro.O teu sol e as tuas estrelas nuncapoderão esconder-se de mim para sempre.Por várias manhãs e várias tardes osteus passos foram ouvidos e o teumensageiro entrou no meu coraçãoe chamou-me em segredo.
Não sei porque está tão agitada hojea minha vida, e porque me estáatravessando o coração um sentimentode trêmula alegria.
É como se estivesse chegado a horade dar por findo o meu trabalho;e sinto no ar um aroma da tua presença.________________________________________________09 – do “Gitanja `Li”coleção RubáyátÓ insensato, que tentas carregar-te a ti mesmo sobre teus próprios ombros! Ó mendigo, que vens mendigar à tua própria porta!Deixa teus fardos todos nas mãos de quem tudo pode sustentar, e não olhes nunca para trás com pesar.Teu desejo apaga a luz da lâmpada, mal seu sopro a alcança. Ele é ímpio – não receba das suas mãos sórdidas os teus dons. Aceita apenas o que é oferecido pelo amor sagrado.
Rabindranath Tagore, um grande do Espírito, deixou-nos poemas e poesias que nos tocam em nossa mais profunda busca pelo ser de Deus que está em nós. _______________________________________________________ Disse um escritor em um prefácil: A poesia tagoreana conduz a uma visão de santidade, de serenidade, na contemplação geral – visão que as gerações atuais mal podem compreender, (…) No entanto, talvez toda essa trepidação seja momentânea e superficial. Não será impossível o renascimento de Tagore, quando esta onda turbulenta e caótica se acalmar, quando os jovens acreditarem na supremacia do Espírito sobre todas as coisas e a sabedoria não for ignorada no Ocidente tão técnico. (…) Tagore guarda em suas palavras e em sua figura uma expressão de eternidade que o torna um fantasma esplêndido.
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