Pensador prisioneiro…
- Carlos Wagner Coutinho Campos
- 4 de dez. de 2014
- 2 min de leitura
Pensando, pensando, pensando…

Que tanto se pensa? Penso, penso tanto, tanto, tanto…tonto…embriagado nesse movimento, novamente repetitivo, vivo, volitivo, voo ativo…recorrente, acorrentado e encerrado, fluxo de baixo, subindo do submundo, underground, inconsciente, pra cima.

Tudo do plexo solar, do “animal-eu” bio bicho selvagem, querendo pensar, roubar meditações e insuflar ideias, seres fosfórico-dependentes, viciados e circulantes, ladrões subreptícios, répteis vorazes…por isso Ele disse: “Raça de víboras”…
Meu olho olha tais seres, travestidos de ideias e pensamentos, de razão para tudo, para todos os tipos de explicações…fixos, hipnotizados. Meu olho olha e não vê a natureza real do mundo dos pensamentos, nem o nariz sente o cheiro indecente dessas criaturas sub répteis, sub elementos, sub-humanas, coloridas, fingindo serem eu mesmo. Que inocência! O lago do meu campo interior abriga obrigações inconfessáveis…e a vida se torna uma perigosa jornada, quase infestada de infectos desejos e escondidas intenções…Afastem-se todos de mim, sou perigoso e irracional…
A vida segue…O que eu guardo escondido aqui em mim que não se importa tanto com o que eu defino como “moral” e “ético”?

Da pergunta, profundamente “filo-amante” do imenso e carente querer saber…nasce um profundo desejo, um anseio por tornar-me liberado, livre desse caos, uma Esperança de, um dia talvez, a consciência que me chama de “eu” e se expressa a partir dos meus quereres e sentires e “volires”, se veja tomando decisões limpas, puras, proativas e construtivas…
Desse anseio nasce unm grito, um conhecimento imenso, autofocado que me lembra o Salmo “elevo os meus olhos para os montes” pedindo um socorro sui-gêneris, um socorro purificante, ativo, que estabeleça sim uma ação consciente, apartada dos seres pensamentos confusos e antigos…E sei que eles também buscam luz.
Surge assim a voz do que “clama no deserto” exigindo de mim; “endireita os caminhos”!, prepara-te para as grandes coisas do Espírito!





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