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Nirvana

  • Foto do escritor: Carlos Wagner Coutinho Campos
    Carlos Wagner Coutinho Campos
  • 2 de dez. de 2010
  • 1 min de leitura

NirvanaCarlos Wagner

Sentir uma pressão no corpo, tolerar a sensação de opressão.A alma fica em estado de suspensão, aguardando uma transmutação.uma real mudança dessa porca qualidade de vida de olhar pros lados e não ver nada de novo, só esperança quase desesperada.Amanhã é outro dia, penso. Mas o outro dia vem como quase todos outros dias. De real e de mudança, nada. Só o velho e aborrecido estado de ânimo. Peso, peso, peso.Não quero mais nada, a não ser ser um outro vivo ser.Quero ser o estado de percepção global, quero aquela fruta desperta que me infundiria ânimo de alegria e consciência alerta.Mas meu corpo pesa, pesa cada dia mais. Minhas pernas, minhas costas, minhas posses todas me possuem. Mil toneladas de vidas passadas, presentes e, sei lá, futuras. Fico no ponto cego do trajeto, observando a dor, “que é a única coisa positiva, presente, constante”.Às vezes, dormir é o que faz cessar.Quero dormir, o sono refrigerante desse inferno de chamas frias e elétricas.Quero dormir, deixar de ser o vórtice dessa loucura chamada “eu-consciência”.Estou exausto.Não ser é a grande expectativa da minha razão agora.O Nirvana é o melhor “aqui e agora” de que posso imaginar.

Carlos Wagner

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Comentários


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