mínimo mim…
- Carlos Wagner Coutinho Campos
- 29 de jan. de 2013
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Mínimo mimCarlos Wagner
Nunca pensei, bem sei, eis que vi,senti, não falei: “farei diferente”.Pensei, eu sei, segui quimeras,arde a lembrança… Santas são tantas as açodadas ações, ordinárias e profanas,fantasias crédulas que me entusiasmaram,mesmo que cismado.Por isso, dúvidas…E só por vício, se fez virtuoso o ócio desejado,eixo de mim, central nervosa de impulsos de minha velha alma sem pulso forte,objeto-sujeita de influências do in-conhecimento,sub-cônscio daquilo que permanece por trás de todas as minhas ações, credo, encruzilhadas, ilhadas noções a meu respeito,aberto em flor de Baudelaire, hermético sentido disso tudo que só eu quase sei…“quer saber?”,nunca pensei aqui ordinariamente,como linear processo,e, possessão, agia em mim uma ordem:“ser livre”, inclusive de mim,Ó mistério insondável.Indeléveis registros de memória.Nunca pensei assim consciente.Nunca previ, preveni, matutei teias urdidas, não, nunca imaginei,só senti: a ordem, a inclinação, a urgência…ciente da liberdade que, bem sei,aguarda com asas abertas, tudo e todos.Nunca pensei, ou… sempre bem sei, e é assim,quando não penso em mim,quando o silêncio invade o mim mínimo…isso eu sei!
Carlos Wagner





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