História de uma rua de meninos e meninas...
- Carlos Wagner Coutinho Campos
- 22 de jun. de 2025
- 2 min de leitura
Atualizado: 21 de jul. de 2025

História de uma rua de meninos e meninas...
Ano de 1965...
Meu pai compra uma casa na rua Araripe, Bairro da Floresta... Ficamos por lá mais ou menos 6 meses e a família dos donos desfaz o negócio. Sentimentos de decepção a parte, foi a melhor coisa que nos aconteceu, pois, nos mudamos para a Sagrada Família bem rapidinho, logo ali pertinho, para uma casa boa, em uma rua ainda limitada e sem calçamento ou pavimentação (quem te viu, quem te vê). Hoje uma loucura de trânsito. Outros tempos!
Foi aí que tudo começou, uma história de muitas histórias, muitas alegrias, e tristezas também. Tinha eu 12 anos e estava sendo batizado na vivência de molecagem de rua. Até então, morávamos em um bairro mais popular, mais pobre na época. Nossos pais, com medo, não julgo se justificável, nos prendiam mais em casa. Isso não impediu de vivermos entre nós, brincadeiras, jogos e primos sempre lá.
Na Sagrada tudo mudou. Acho que meus pais relaxaram um pouco e nós também fomos crescendo, era mais difícil de segurar. Nós, irmãos e irmãs começamos a conhecer o pessoal do lugar. E aí, tem início uma história boa de contar. Tem alguém aí, a fim de contar uma pouco.
Eu tinha 12, o Zé 13, Rogério e Regina 10, Newton 9, Cláudia 7 e Valéria na rabeira, tinha só 2 anos.
Conhecemos o Ângelo, o Ênio, o Ronaldinho, a Helaine, irmã do Ênio, o Betão, e a esse núcleo vieram muitos outros. Mais tarde, Alan, Kalil, Adão José, o Ló, Roberto Dias, o Fio, etc., e esta rede foi se estendendo e agregando outras tribos. O processo de crescimento de cada um foi trazendo uma vivência que se enriquecia e nós fomos acrescentando viagens, novas turmas, festas, músicas...
De cara, no natal de 1965 meu pai me deu um compacto duplo dos Beatles, Help. Tem início uma história de uma música pop que vai se sofisticando e, juntos, vamos também vivenciando uma certa sofisticação estética, ética, política e por aí vai... A música veio para ficar e nos construir.
Quem quer falar mais disso...
Tem alguém aí?
publicado em
03 de dezembro, 2006




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