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Fim do Los Hermanos?

  • Foto do escritor: Carlos Wagner Coutinho Campos
    Carlos Wagner Coutinho Campos
  • 17 de mai. de 2007
  • 6 min de leitura

Outro dia o Pedro, meu sobrinho, me perguntou: “E aí, tá muito triste com o fim do Los Outro dia o Pedro, meu sobrinho, me perguntou: “E aí, tá muito triste com o fim do Los Outro dia o Pedro, meu sobrinho, me perguntou: “E aí, tá muito triste com o fim do Los HermanosHermanosHermanos? Cê tá de luto?”? Cê tá de luto?”? Cê tá de luto?”Respondi: Pra quem já viu e viveu o fim dos Beatles, isso é Respondi: Pra quem já viu e viveu o fim dos Beatles, isso é Respondi: Pra quem já viu e viveu o fim dos Beatles, isso é fichinhafichinhafichinha...Mas dá para fazer uma reflexão mais aprofundada sobre essa coisa de “perder” ídolos. Fui longe e pensei nos momentos em que pude sentir essa coisa da perda, da morte, do fim de namoro, da despedida de que vai para longe. É claro que existem dores mais fortes do que outras, principalmente aquelas ligadas a perdas irreversíveis, como a morte por exemplo. E no meu caso, e de muitos de nós, a partida súbita do Rogério. É muito dura a experiência da morte.Mas dá para fazer uma reflexão mais aprofundada sobre essa coisa de “perder” ídolos. Fui longe e pensei nos momentos em que pude sentir essa coisa da perda, da morte, do fim de namoro, da despedida de que vai para longe. É claro que existem dores mais fortes do que outras, principalmente aquelas ligadas a perdas irreversíveis, como a morte por exemplo. E no meu caso, e de muitos de nós, a partida súbita do Rogério. É muito dura a experiência da morte.Mas dá para fazer uma reflexão mais aprofundada sobre essa coisa de “perder” ídolos. Fui longe e pensei nos momentos em que pude sentir essa coisa da perda, da morte, do fim de namoro, da despedida de que vai para longe. É claro que existem dores mais fortes do que outras, principalmente aquelas ligadas a perdas irreversíveis, como a morte por exemplo. E no meu caso, e de muitos de nós, a partida súbita do Rogério. É muito dura a experiência da morte.Porém, vivemos todo os dias a morte de alguma forma, na descontinuidade das coisas. Nós queremos que muitas coisas durem, principalmente aquelas que são boas, simpáticas e Porém, vivemos todo os dias a morte de alguma forma, na descontinuidade das coisas. Nós queremos que muitas coisas durem, principalmente aquelas que são boas, simpáticas e Porém, vivemos todo os dias a morte de alguma forma, na descontinuidade das coisas. Nós queremos que muitas coisas durem, principalmente aquelas que são boas, simpáticas e prazerosasprazerosasprazerosas. Talvez a nossa incapacidade de viver o presente nos leve a esse tipo de desencontro. Estamos de tal forma ligados ao passado, à experiência boa ou ruim, que deixamos de verificar com plenitude as coisas do “agora”. Ficamos, quase sempre, ou querendo preservar o prazer, ou evitar a dor já vivida e conhecida. Vivemos, então, agora, ligados no passado e . Talvez a nossa incapacidade de viver o presente nos leve a esse tipo de desencontro. Estamos de tal forma ligados ao passado, à experiência boa ou ruim, que deixamos de verificar com plenitude as coisas do “agora”. Ficamos, quase sempre, ou querendo preservar o prazer, ou evitar a dor já vivida e conhecida. Vivemos, então, agora, ligados no passado e . Talvez a nossa incapacidade de viver o presente nos leve a esse tipo de desencontro. Estamos de tal forma ligados ao passado, à experiência boa ou ruim, que deixamos de verificar com plenitude as coisas do “agora”. Ficamos, quase sempre, ou querendo preservar o prazer, ou evitar a dor já vivida e conhecida. Vivemos, então, agora, ligados no passado e projetandoprojetandoprojetando o futuro. Abdicamos do “agora”. o futuro. Abdicamos do “agora”. o futuro. Abdicamos do “agora”.É claro que o que foi bom, seria bom viver de novo. Mas para isso precisaríamos estar nas mesmas condições em que estávamos quando vivemos aquela experiência. Como isso é impossível, tudo será sempre novo, seremos sempre outros, e as experiências nunca se repetirão.É claro que o que foi bom, seria bom viver de novo. Mas para isso precisaríamos estar nas mesmas condições em que estávamos quando vivemos aquela experiência. Como isso é impossível, tudo será sempre novo, seremos sempre outros, e as experiências nunca se repetirão.É claro que o que foi bom, seria bom viver de novo. Mas para isso precisaríamos estar nas mesmas condições em que estávamos quando vivemos aquela experiência. Como isso é impossível, tudo será sempre novo, seremos sempre outros, e as experiências nunca se repetirão.Deveríamos, portanto, estar prontos para o sempre novo, mesmo que eles se referissem a coisa do passado. Uma música, por exemplo, a cada momento que a escutamos, obtemos emoções novas, percepções novas, como se a lente que nos permite enxergar, sempre providenciasse novos olhares, porque assim o é.Deveríamos, portanto, estar prontos para o sempre novo, mesmo que eles se referissem a coisa do passado. Uma música, por exemplo, a cada momento que a escutamos, obtemos emoções novas, percepções novas, como se a lente que nos permite enxergar, sempre providenciasse novos olhares, porque assim o é.Deveríamos, portanto, estar prontos para o sempre novo, mesmo que eles se referissem a coisa do passado. Uma música, por exemplo, a cada momento que a escutamos, obtemos emoções novas, percepções novas, como se a lente que nos permite enxergar, sempre providenciasse novos olhares, porque assim o é.Por isso, não importa se os Beatles acabaram, o Por isso, não importa se os Beatles acabaram, o Por isso, não importa se os Beatles acabaram, o LedLedLedZeppelinZeppelinZeppelin, os Novos , os Novos , os Novos BaianosBaianosBaianos e, é claro, o Los e, é claro, o Los e, é claro, o Los HermanosHermanosHermanos mesmo. O que importa é que a obra desses artistas está aí para apreciarmos, já não pertencem a eles e podemos ouvi-las sempre, ou não! mesmo. O que importa é que a obra desses artistas está aí para apreciarmos, já não pertencem a eles e podemos ouvi-las sempre, ou não! mesmo. O que importa é que a obra desses artistas está aí para apreciarmos, já não pertencem a eles e podemos ouvi-las sempre, ou não!Finalmente, perceber o fluxo das coisas é perceber a morte e a vida, a todo momento. Um leite que entorna, um ónibus que perdemos, um Finalmente, perceber o fluxo das coisas é perceber a morte e a vida, a todo momento. Um leite que entorna, um ónibus que perdemos, um Finalmente, perceber o fluxo das coisas é perceber a morte e a vida, a todo momento. Um leite que entorna, um ónibus que perdemos, um objetoobjetoobjeto que alguém rouba, uma derrota de um que alguém rouba, uma derrota de um que alguém rouba, uma derrota de um timetimetime amado. Uma criança que nasce, um olhar de amado. Uma criança que nasce, um olhar de amado. Uma criança que nasce, um olhar de flerteflerteflerte, uma amizade que se inicia, uma chuva que refresca. Lá e cá, há sempre fluxo, entradas e saídas., uma amizade que se inicia, uma chuva que refresca. Lá e cá, há sempre fluxo, entradas e saídas., uma amizade que se inicia, uma chuva que refresca. Lá e cá, há sempre fluxo, entradas e saídas.Quero então, “Quero então, “Quero então, “bybybythethethewaywayway“, encerrar este texto com a letra de uma música do Marcelo Camelo, “, encerrar este texto com a letra de uma música do Marcelo Camelo, “, encerrar este texto com a letra de uma música do Marcelo Camelo, LHLHLH, que diz:, que diz:, que diz:“Quem acha que perder é ser menor na vida, quem sempre quer vitória, esquece a gloria de chorar”,“Quem acha que perder é ser menor na vida, quem sempre quer vitória, esquece a gloria de chorar”,“Quem acha que perder é ser menor na vida, quem sempre quer vitória, esquece a gloria de chorar”,e também do Rodrigo Amarante, e também do Rodrigo Amarante, e também do Rodrigo Amarante, LHLHLH, “então, tentar prever, serviu pra eu me enganar”, Lulu Santos e Nelson Mota, “nada do que foi, será, do jeito que já foi um dia”, e é claro, George , “então, tentar prever, serviu pra eu me enganar”, Lulu Santos e Nelson Mota, “nada do que foi, será, do jeito que já foi um dia”, e é claro, George , “então, tentar prever, serviu pra eu me enganar”, Lulu Santos e Nelson Mota, “nada do que foi, será, do jeito que já foi um dia”, e é claro, George HarrisonHarrisonHarrison, “, “, “AllAllAllthingsthingsthingsmustmustmustpasspasspass.” e Mário .” e Mário .” e Mário quintanaquintanaquintana, “Todas as coisas passarão, Eu passarinho”, “Todas as coisas passarão, Eu passarinho”, “Todas as coisas passarão, Eu passarinho”Até qualquer agora,Até qualquer agora,Até qualquer agora,

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