Ah! o amor
- Carlos Wagner Coutinho Campos
- 12 de out. de 2007
- 1 min de leitura
Ah! o amor,que fruto estranho é esse que embriagatira-nos partes da razãoafoba-nosremoça-nosnos tira do controlenos toma de gato-por-lebretira uma virgindade da inocência (pleonasmo)mas é…mesmo assimfundamento de tudo, base de tudo o que o homem fazbase dessa civilização cheia de contraditórios processoscheia de ódio, seu irmão gêmeo,
ah! o amor, que só não se basta carrega à tira-colo a reação a tudo que é ação, carma e darma bem e mal bom e mau noite e dia morte e vida medo e coragem tudo duplo, enfim, equilibrando uma vida polo-a-polo começo meio e fim “ad infinitum”, Será esse o verdadeiro CARITAS UNIVERSAL?
Há dois amores?
Sinto que sim, sinto
sinto que cintos se partem, tempo poderoso, Rei, disse o Gil,
“vejam como as águas, de repente, ficam turvas!”“Ensinai-me, ó Pai, o que eu ainda não sei,transformai as velhas formas do viver”,
ah! o amor, estranho ser entre nós, tão perdidos nessa estrada… devorados pela esfinge por não termos decifrado seu enigma, seguimos… todo garbosos, desconhecendo as chagas abertas em nossos corpos fatigados, chorando, porém, pretenciosamente orgulhosos de nosso amor menor, incapaz de trazer a paz.
Que venha o despertador desassossego!
Wá






Comentários