A Igreja do Amor
- Carlos Wagner Coutinho Campos
- 9 de out. de 2012
- 2 min de leitura
Texto lido na Conferência da Rosacruz Áurea no Sul da França, USSAT – Região Cátara

A igreja do amor Não existe como forma fixa só existe pela mútua harmonização dos homens. Só tem por membros aqueles que sentem pertencer-lhe. Não tem rivais, pois não concorre contra nada. Não tem ambições, pois apenas quer servir. Não traça fronteiras, porque o amor não faz tal coisa. Não se encerra em si mesma, pois tenta enriquecer todos os grupos e todas as religiões. Respeita os grandes mestres de todos os tempos, que revelaram a verdade do amor. Quem lhe pertence, exerce a verdade do amor com todo o seu ser. Quem lhe pertence, sabe isso. Nada faz para doutrinar outros, tenta apenas ser, e através do seu ser, dar. Vive na ciência de que a terra é um ser vivo de que somos parte. Sabe que chegou a época da última revolução; liberta do apego ao eu, de volta à unidade de livre vontade. Não se dá a conhecer em alta voz, trabalha no domínio livre do ser. Curva-se ante todos os que iluminaram o caminho do amor e deram para isso a sua vida. Não tolera precedências nas suas fileiras, nem tão pouco estruturas rígidas. porque ninguém é maior do que os outros. Não atribui recompensas, nem nesta vida nem na outra, só dá a alegria do ser no amor. Os seus membros reconhecem-se entre si pela maneira de agir, pela maneira de ser e pelos olhos, e por nenhum gesto exterior que não seja o abraço fraternal. Não conhecem medo nem vergonha e o seu testemunho será sempre válido, tanto em tempos bons como em tempos maus. A igreja do amor não tem segredos, mistérios ou iniciações, mas tem um grande conhecimento do poder do amor, porque o mundo vai mudar assim que nós, os homens, o quisermos, mas só porque nós mudamos primeiro. Todos os que sentem pertencer-lhe, pertencem-lhe. Pertencem à igreja do amor. Ussat 2012





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