A gota e o mar
- Carlos Wagner Coutinho Campos
- 19 de jul. de 2025
- 1 min de leitura

A gota e o mar
Divã invadido
domado com calma e receio
portas passadas
áreas e sombras
tempo não percebido
se desce e se despe.
Escadas do calabouço
desça
desobedeça a fácil lógica.
Suba, traga elementos
misturas e unguentos
obedeça o fluxo lider
desobedeça desejos de fuga.
Bata até ao teto!
Retorna de novo.
Tolera, já era hora
vai olhar e ver o fundo
clamar, focar profundo
em súplica ciente
indo ao âmago pântano.
Dê chamego ao ego quebrado
olhando meridianamente
reconstrua esse eu-sou
para que possa entregar-se resoluto
e diminuir
como o evangelista João
-profeta na inóspita secura-
integrar-se à verdadeira volição
por ordem do caos
a vontade mentora
de impulso irresistível e maior.
O quadro se pinta.
Tornar-se gota consciente
debruçar-se ao mar
perder-se, ao certo
na incerteza da vida desejável
que transcende o "eu" mendigo
sem medo da vida
Mestra soberana!







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