…do fundo da vida….
- Carlos Wagner Coutinho Campos
- 6 de mai. de 2009
- 1 min de leitura
Do fundo da vida surge o fio, Ariadne de novoCarlos Wagner
Elos, eros, eras a fiar, eras o bem amado! éramos somente alma pedinte, atravessando a vida em curso cambaleante, zigs e zags esguisitos, reguisitos para uma apoteótica saída de cena, semanas inteiras urdindo tramas óbvias, todo mundo percebia, todo um mundo é grande demais para cruzarmos caminhos de novo, retas paralelas que apontam um infinito equidistante, instantes precisos, inatingíveis. Fico atônito, reflito. Eras somente uma alma, mãos abertas para que enchêssemos de éteres amorosos, caindo de nossas taças vazias, preciosas preces surgiam de nossos desejos mais profundos. Até quando esperar pela bem-aventurança, lembrança de um sermão, um ser irmão, um ser, um somente ser e estar, abrindo por entre as nuvens de pensares e quereres de meu céu encoberto, preces que queriam dizer, Vem Sol, trespassa estas nuvens. Mas, eras impassível e cortavas as ervas, eras a fio, daninhas plantas, raízes de uma anterior experiência, convicta, equivocada, inequívoca bifurcação de séculos de rota por aí a fora. Vamos lá, ver os fogos, a alegria daqueles que, sem consciência, entendem tudo por mesquinho friso, risos pequeno cenho, nulos fatos kármicos que desembocam na repetição quase certa. Eles vibram, eu choro, mas tu, eras a fio, eras o pavio a centelha de uma cartada certa no alvo amanhecer, ser manhã nova.
Elos, eros, eras a fiar. Confiar, traçar as cadeias que soltam, as redes que salvam. Eras, és, e serás.
Carlos Wagner





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